
De acordo com o responsável, a outra parte corresponde a recursos de prospectos identificados.
José Barroso falava, no município de Ambriz, por ocasião da entrega da plataforma Quiluma, construída pela Petromar, ao consórcio constituído pelas empresas petrolíferas Azule Energy, Total Energy, Chevron Compani e Sonangol Energy, segundo avançou o portal Angola Press.
Fez uma incursão sobre a produção deste produto, sublinhando que as reservas de gás natural do país em 2023 foram estimadas em 5.8 triliões de pés cúbicos.

Segundo o secretário de Estado, a contínua expansão da produção do petróleo aumentou a produção de gás natural para mais de dois mil milhões de pés cúbicos por dia, estando actualmente fixada em 2.7 mil milhões de pés cúbicos/dia.
Quanto à fábrica onde será levada a plataforma, na província do Zaire, disse ter uma capacidade de processamento de 1.0,75 mil milhões de pés cúbicos por dia e capacidade de produção de 5.2 milhões de toneladas métricas de gás natural liquefeito e outros condensados.
Apontou a necessidade de gestão estratégica, eficiente e responsável, que garanta o aproveitamento de forma sustentável deste recurso não renovável e promova o bem-estar da população a médio e longo prazo.
José Barroso salientou que o plano director do gás, com um horizonte temporal assente em quatro pilares fundamentais, é a melhor solução e resposta para essa necessidade.
No seu entender, a concretização dos referidos pilares será crucial para consolidar uma base de desenvolvimento e indústria de gás natural.
Explicou que o mercado deste produto em Angola tem um enorme potencial e pode ser utilizado para gás natural liquefeito (LNG), de petróleo liquefeito, na geração de electricidade, entre outros.
“Este plano, aprovado em 2024, visa, entre outros, estabelecer estratégia de investimento para projectos de utilização de gás natural e garantir a sustentabilidade energética a custo baixo com a substituição dos combustíveis e de mais poluentes na geração de energia eléctrica”, recordou.